"Tudo é tão simples que cabe num cartão postal..."
Cazuza
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Peder Mork Monsted













No mundo das artes, o reconhecimento a um conjunto de obras produzidas durante toda a vida de um artista, nem sempre chega a tempo para que o mesmo possa usufrui-lo. Não são raros os casos de artistas que passaram todas as suas vidas no anonimato, vindo a falecerem, sem sequer serem reconhecidos no próprio país de origem. O exemplo mais célebre é do holandês Van Gogh, com uma vasta produção de obras, que foram o prenúncio para uma nova maneira de ver e fazer arte. Embora tenha conseguido reconhecimento de seu trabalho ainda em vida, Peder Mork Monsted é um daqueles artistas, com os quais a valorização merecida ainda não veio proporcional à sua vasta e excelente produção.
Peder Mork Monsted nasceu em Balle, perto de Grenaa, na Dinamarca, a 10 de dezembro de 1859 e faleceu aos 82 anos de idade, em Copenhague. Sua biografia é um tanto quanto incompleta e os poucos registros de sua trajetória, não são de todos confiáveis. Mas, o volume e a qualidade de sua obra, em breve lhe trarão o reconhecimento e a valorização que ele merece.
Peder Monsted iniciou seus primeiros estudos em Aarhus. Sabe-se que aos 16 anos de idade ele se ingressou na Academia de Copenhague, onde teve os primeiros ensinamentos administrados por Andries Fritz e Exner Julius. Foi nesse período, que também teve suporte de Kobke Christen, um excelente colorista e Christian Pieter Skorgaarde, um pintor declaradamente nacionalista, do qual Monsted certamente recebeu grande influência para ter em seu conjunto de obras, vários temas que representam a paisagem e as florestas dinamarquesas.
Foi um artista que viajou bastante por várias regiões da Europa, norte da África e Oriente Médio, mas, manteve sempre como referência seu ateliê, em Copenhague. Essa pluralidade de ambientes e situações deu ao artista um colorido bem característico e rico. Mesmo com uma veia acadêmica marcante, suas obras tem um sentido apurado de luz e atmosfera, típicos de artistas impressionistas. Isso veio, certamente, pela prática constante de esboços feitos ao ar livre, que realizou por todo seu itinerário de viajante e explorador.
Durante a 1ª Guerra Mundial, Monsted ficou mais entre a Noruega e Suécia, indo para as regiões costeiras do Mediterrâneo pelos anos de 1920 e 1930. Nunca deixando de retratar, porém, as paisagens e o litoral dinamarqueses. A Suíça, França e Itália também fizeram parte de seu roteiro. Esses países, aliás, foram o destino de muitos artistas escandinavos, contemporâneos de Monsted.
Os trabalhos de Monsted transmitem uma visão romântica e poética, e não é difícil entender porque ele foi considerado o melhor paisagista de seu tempo, na Dinamarca. Ele explorou com habilidade os vários anos de ensinamento acadêmico que recebeu, compondo um estilo artístico realista e bem próprio. A qualidade de suas paisagens é intocável. Tinha uma habilidade extrema para descrever com exatidão, a água e os interiores de florestas. 
O “ar puro” e naturalista lhe rendeu muito sucesso e prestígio ainda em vida. Em grande parte, isso se deve à sua capacidade de desenvolver uma linha típica, quase esquemática de composição, o que foi muito comum a artistas escandinavos e italianos no final do século XIX. Seus motivos eram geralmente construídos em torno de água parada e árvores, que ele soube retratar tão bem, seja sob a luz do sol ou com densa vegetação sombria.
Há em sua obra um conjunto que impressiona, os reflexos são tão bem colocados, a atmosfera límpida representa fielmente céus abertos e fechados, a percepção honesta para todas as estações do ano, seja na luz brilhante da primavera às geladas cenas de inverno. As figuras em suas composições, agem como atores coadjuvantes, valorizando um pouco mais o caráter idílico e especial de seus cenários.
Embora seja mais conhecido pelas suas paisagens, Monsted também foi um pintor de retratos e cenas de gênero. Foi o pintor preferido do Rei Jorge da Grécia, que o convidou a ficar durante todo o ano de 1893, pintando as cidades e os campos gregos.
Seus trabalhos foram frequentemente exibidos nos Salões de Paris e Munique, referências muito cobiçadas para sua época. Uma grande exposição, quando ainda estava vivo, foi realizada no Palácio Charlottenborg, em Copenhague. Suas pinturas são disputadas em leilões mundo afora e algumas obras podem ser vistas no Museu Dahesh de Nova York, no Museu Chi Mei em Tainan, Taiwan, e também nos museus das cidades de Aalborg, na Dinamarca e Bautzen, na Alemanha.
Apesar de respeitado por todos aqueles que o conhecem, Monsted ainda não possui uma biografia digna e uma catalogação organizada e sistemática de sua vasta produção. Fica aqui, o desejo da publicação de um livro que possa revelar ao mundo, a qualidade suprema de um mestre que os tempos de hoje tanto carece.

Fonte: http://joserosarioart.blogspot.com.br/2010/12/peder-mork-monsted.html

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Luiz Pinto












"O artista tem uma preocupação com as cores, não somente ao
reproduzir o tom certo do que está pintando, mas procura transmitir prazer
para quem olhar a obra.
A composição é agradável e nos transporta a um ambiente bucólico e calmo
fazendo com que queiramos participar dele.
       Suas mesas postas ,com vinhos,
queijos, frutas e flores estão á espera dos convivas .
Estuda a luz intensa do meio dia e as sombras que produz. Gosta dos
amarelos, azuis, roxos. As águas recebem um reflexo colorido. Quanto á
composição ela é correta e tem equilíbrio de forças.Quando pinta a paisagem
estuda cuidadosamente os verdes e seus volumes,a perspectiva do casario. Ao
fixar o vinhedo alonga a vista para o infinito em diversos planos onde cada
um recebe o tom certo."
RUTH SPRUNG TARASANTCHI


Nasceu, dia 19 de agosto de 1939, na cidade de Sete Lagoas em Minas Gerais, o pintor, desenhista, ilustrador e professor, Luiz Pinto. Inicia-se na pintura com Guignard, com quem estuda de 1957 a 1960, em Belo Horizonte. Em seguida passa a orientar - se com Edgar Walter e Ângelo Marzano. 
Viaja para a Europa entre1989 e 1990, a fim de se aprimorar tecnicamente, tendo percorrido a Itália, Holanda, Portugal, Espanha e França. De volta ao Brasil, ensina pintura em escolas de arte de São Paulo. 

Suas telas são quase sempre paisagens, que transmitem algo mais do que a simples reprodução da natureza, imprimem uma visão tipicamente rural e bucólica, lírica e ingênua. Tem uma visão poética da paisagem brasileira, capaz de captar com delicadeza tanto todas as primeiras luzes da manhã como as últimas claridades do dia.

Fonte:http://www.espacoarte.com.br/artistas/13-luiz-pintohttp://www.luizpinto.com/

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Modigliani











Amedeo Clemente Modigliani (Livorno, 12 de julho de 1884 — Paris, 24 de janeiro de 1920) foi um artista plástico e escultor italiano que viveu em Paris. Um artista principalmente figurativo, ele se tornou conhecido por pinturas e esculturas em estilo moderno caracterizado por faces mascara e alongamento da forma. Morreu de meningite tuberculosa, agravada pela pobreza, excesso de trabalho, álcool e drogas (haxixe).
Modigliani nasceu em uma família judia, em Livorno, Itália. A cidade portuária, Livorno, por muito tempo serviu de refúgio para os perseguidos devido sua religião e era o lar de uma grande comunidade judaica. Seu avô materno, Solomon Garsin, tinha emigrado para Livorno no século 18 como um refugiado.
Modigliani foi o quarto filho de Flaminio Modigliani e sua esposa francesa, Eugenia Garsin. Seu pai era um cambista, mas quando seu negócio faliu, a família começou a viver na pobreza. O nascimento de Amedeo salvou a família da ruína, pois de acordo com uma lei antiga, os credores não podiam tomar a cama de uma mulher grávida ou de uma mãe com um filho recém-nascido. Os oficiais de justiça entraram na casa da família, justamente quando Eugenia entrou em trabalho de parto. A família então protegeu seus pertences mais valiosos colocando-os em cima dela.
Modigliani teve uma estreita relação com sua mãe, que deu-lhe aulas até ele completar dez anos.
Na infância, sofreu de diversas doenças graves: pleurisia, tifo e tuberculose, o que comprometeu sua saúde pelo resto da vida - mas cujo tratamento forçava-o a constantes viagens e grande intercâmbio cultural até a mudança definitiva a Paris, em 1906.
É conhecido por ter começado a desenhar e pintar precocemente, antes mesmo dos estudos habituais. Aos quatorze anos, durante uma crise de febre tifóide, ele delirava e em seus delírios, falava que queria acima de tudo ver as pinturas no Palazo Pitti e Uffizi, em Florença.
Sua mãe então prometeu a ele que assim que recuperado, o levaria a Florença. Ela não só cumpriu a promessa como o matriculou com o melhor mestre de pintura em Livorno: Guglielmo Micheli.
Como outros pintores e artistas, viveu a experiência da extrema pobreza. Por meio dos companheiros de arte, conheceu o poeta polaco Leopold Zborowski, que se tornaria seu melhor e mais devotado amigo, além de incentivador e marchand. Em 1917, Zborowski consegue para Modigliani uma exposição individual na galeria Weil. A exposição durou apenas um dia, pois se transformou num escândalo graças aos nus expostos na vitrine da galeria.
A grande musa de Amedeo foi Jeanne Hébuterne, com quem teve uma filha, Jeanne, em 1918.
Complicações na saúde fazem o pintor viajar para o sul da França com a esposa e a filha, a fim de recuperar-se. Retorna a Paris ao final de 1918. Na noite de 24 de janeiro de 1920, aos 36 anos, Modigliani morre de tuberculose, agravada pelo consumo excessivo de álcool e drogas (haxixe). Foi sepultado no célebre Cemitério do Père-Lachaise.
No dia seguinte à morte do pintor, sua esposa Jeanne, grávida de nove meses, suicidou-se ao atirar-se do quinto andar de um edifício.
Estilo
Fruto de diversas culturas, amigo de tantos artistas e encontrando-se numa conturbada fase de questionamentos e transições, sua obra entretanto não pode ser considerada filiada a nenhum dos estilos, dotada toda ela de um estilo próprio e autônomo.
Seus nus, que provocaram escândalo em seu tempo, revelam não sensualidade, mas um desnudamento da alma humana. Seu estilo faz parte de um momento em que a arte pictórica, confrontada à fotografia, lutava para conquistar seu espaço, seus valores e sua estética.
Escultura
Nota-se em suas esculturas uma forte influência da arte africana e cambojana, que provavelmente conhecera no "Musée de l'Homme". Seu interesse pelas máscaras africanas é evidente no tratamento dos olhos de seus modelos. Com o agravamento de sua doença, a partir de 1912 abandona a escultura, concentrando-se apenas na pintura.
Amedeo Modigliani nasceu na cidade italiana de Livorno, em 12 de julho de 1884, filho de abastada família judia.
Por causa da saúde precária não recebeu educação formal e voltou-se para o estudo da pintura, que iniciou na cidade natal e prosseguiu em Veneza e Florença.
Em 1906 mudou-se para Paris e, ao fim de três anos de vida boêmia, executou uma de suas obras mais importantes: "O violoncelista", que expôs no Salão dos Independentes de 1909.
O encontro com o escultor Constantin Brancusi marcou a carreira de Modigliani, que por um longo período abandonou a pintura pela escultura. Impressionado pelo cubismo, muito influenciado por Cézanne, Toulouse-Lautrec e Picasso, o artista executou nesse período esculturas nas quais se misturam influências da escola de Siena e da arte da África negra, sobretudo das esculturas do Congo e do Gabão.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O Grafite de Leonardo Patrocinio








Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street artou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. Sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche.
 Fonte: wikipedia.

Espero poder mudar olhares a respeito dessa arte.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Escher









Mauritus Cornelis Escher, nasceu em Leeuwarden na Holanda em 1898, faleceu em 1970  e dedicou toda a sua vida às artes gráficas. Na sua juventude não foi um aluno brilhante, nem sequer manifestava grande interesse pelos estudos, mas os seus pais conseguiram convencê-lo a ingressar na Escola de Belas Artes de Haarlem para estudar arquitectura. Foi lá que conheceu o seu mestre, um professor de Artes Gráficas judeu de origem portuguesa, chamado Jesserum de Mesquita.
Com o professor Mesquita, Escher aprendeu muito, conheceu as técnicas de desenho e deixou-se fascinar pela arte da gravura. Este fascínio foi tão forte que levou Mauritus a abandonar a Arquitectura e a seguir as Artes Gráficas. Quando terminou os seus estudos, Escher decide viajar, conhecer o mundo! Passou por Espanha, Itália e fixou-se em Roma, onde se dedicou ao trabalho Gráfico. Mais tarde, por razões políticas muda-se para a Suíça, posteriormente para a Bélgica e em 1941 regressa ao seu país natal.
Estas passagens por diferentes sítios, por diferentes culturas, inspiraram a mente de Escher, nomeadamente a passagem por Alhambra, em Granada, onde conheceu os azulejos mouros. Este contacto com a arte árabe está na base do interesse e da paixão de Escher pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transfiguram, se repetem e refletem, pelas pavimentações.Porém, no preenchimento de superfícies, Escher substituía as figuras abstrato-geométricas, usadas pelos árabes, por figuras concretas, perceptíveis e existentes na natureza, como pássaros, peixes, pessoas, répteis, etc.
Escher, sem conhecimento matemático prévio mas através do estudo sistemático e da experimentação,  descobre todos os diferentes grupos de combinações isométricas que deixam um determinado ornamento invariante.
Aos poucos, Escher, vai sendo cada vez mais ousado e para além da “dança” com a geometria, vai também ao encontro do infinito. A divisão regular da superfície aparece misturada a formas tridimensionais, geralmente num ciclo sem fim, onde uma fase se dilui na outra.
Desde o início que um dos seus fascínios era a representação tridimensional dos objetos na inevitável bidimensionalidade do papel. Escher, explorou em profundidade as leis da perspectiva e desafiou essas leis nas representações bidimensionais e tridimensionais, provocando o conflito das representações.
Dono de uma personalidade humilde, Escher, não se considerava artista nem matemático. Mas a verdade é que transportou para os seus desenhos estruturas matemáticas complexas, perspectivas espaciais que necessitam sempre de um apurado segundo olhar, podemos mesmo dizer, de um terceiro, quarto ...  
Fascinado pelos paradoxos visuais, Escher chegou à criação de mundos impossíveis. Nesses trabalhos, o artista joga com as leis da perspectiva para produzir surpreendentes efeitos de ilusão de óptica. Nos seus desenhos somos levados a novos universos, a sítios verdadeiramente misteriosos! Para Escher a realidade pouco interessa, antes pelo contrário, prefere criar mundos impossíveis que apenas pareçam reais. Eis porque se tornou uma espécie de mágico das artes gráficas.
O formato dos sólidos geométricos, em especial, dos poliedros também atraiu Escher. Seu interesse nasceu a partir da observação dos cristais, possivelmente influenciado por seu irmão que era geólogo. Realizou diversos trabalhos explorando as possibilidades dos poliedros. Maravilhado pelas suas formas afirma que no caos da sociedade moderna os poliedros "representam de maneira ímpar o anelo de harmonia e ordem do homem"
São todos estes “condimentos” matemáticos aliados à mente artística de Escher que resultam num trabalho tão original e extraordinário. Escher foi reconhecido pelo mundo, pelos seus desenhos de ilusões espaciais, de construções impossíveis, onde a geometria se transforma em arte ou a arte em geometria.

Fonte:http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm33/Escher.htmO fantástico mundo de Escher

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Carlos Araujo












 
Nasce em 1950, em São Paulo. Autodidata, inicia seus primeiros estudos de pintura o painel “Alegoria Al Carnaval”. Em 1973, participa da exposição Imagens do Brasil, em Bruxelas e, em 1974, realiza sua primeira exposição individual, no MASP – Museu de Arte de São Paulo. De 1971 a 1975, cursa Engenharia na Universidade Mackenzie. Dali em diante, realiza inúmeras exposições, entre as quais se destacam em 1978, exposição na I Bienal Ibero-Americana na Cidade do México; em 1979 e 1987, individuais no MASP; em 1984, individual no MAB/Faap; e em 1989 individual na Galerie Furstenberg, em Paris.Em 1981, inicia etapa social de sua pintura, com a realização do painel “Os Trabalhadores”, para o Banco Itaú, em São Paulo.
 Autodidata, a obra de Carlos Araújo evidencia um perfeito domínio da técnica, aliada ao talento que demonstrara desde criança. Seus temas são cheios de inspiração social: a sociedade brasileira lhe fornece a matéria para transformar em arte as misérias e tragédias humanas. Suas pinturas são carregadas de espectros e assumem um tom metafísico pela definição fugidia das figuras humanas, conquistada através da construção de espaços etéreos, sem profundidade ou peso.